PARIS PARTE III

03 abril, 2019


O terceiro e último dia de grandes visitas por Paris começou em Sacre-Coeur e foi o sítio que menos gostamos, mas vamos por partes. Parte positiva de Sacre-Coeur a basílica é super bonita e tem uma escadas que faz lembrar o Bom Jesus de Braga. A foto abaixo mostra a paisagem que se pode apreciar junto da Basílica. Não entramos porque a fila era enorme. Ora não gostamos da quantidade de vendedores que por lá andam que são bastante insistentes e depois vimos pelos menos dois esquemas para sacar dinheiro aos turistas (um deles eram miúdas para assinar uns papéis, chegavam mesmo a tapar a passagem pelas escadas mais estreitas e depois homens que tentavam meter umas pulseiras nos pulsos). Outro por lado constatámos um facto: haviam imensos cadeados presos na rede, mas imaginem esses cadeados são todos iguais porque os casais compram a uns vendedores, que já têm um marcador para escreverem os nomes. Isto para mim é só rídiculo, porque para além de poluir todo aquele ambiente, também são é a forma de celebrar como era suposto e depois os vendedores são mesmo insistentes, tocam-nos nas costas para chamar atenção. 

Depois seguimos para Versalhes. O percurso tornou-se atribulado porque fomos sair num apiadeiro onde não era suposto e que nos deu às pernas mais uma meia hora de caminho. Na vinda já correu tudo bem. Versalhes foi a minha exigência, tinha expectativas altas para lá ir e saíram mais ou menos defraudadas. Versalhes é dourado e para começar apanhamos 40 minutos de fila. Depois fomos literalmente na enchurrada de turistas. Andámos que nem em manada sem darmos conta. A quantidade de gente a entrar nas salas, a quantidade de gente inconsequente que saca selfies em cada sala, não permitiu que em tempo algum uma pessoa pudesse ver Versalhes com olhos de ver, com tranquilidade. Sendo que fomos a um sábado e influencia muito. De resto vai ficar para uma próxima a verdadeira visita aos jardins que esses sim merecem toda a atenção. Mas pela história valeu a pena ter dado lá o salto.


Deixamos Versalhes para trás e como ainda era cedo, decidimos seguir para o centro de Paris. Era sábado e começamos a perceber que havia estradas cortadas, estações de metro fechadas e confirmava-se o que era suposto. Manifestações dos coletes amarelos. Queríamos ir às Galerias Lafayette com o objectivo de vermos a maravilhosa vista que obtemos de lá e que é à borla. Seguimos caminhos e enfiámo-nos no meio das manifestações mais ou menos. Demos conta de muito policiamento, coletes amarelos, pessoal de máscaras, outros com os olhos vermelhos. Demos conta de alguma agitação e encostamo-nos a um canto, vimos alguns manifestantes e a policia "a limpar". As galerias estavam fechadas e o que acontece é que, quem está dentro fica dentro, quem está cá fora, fora fica. Aguardamos, as Galerias abriram e entramos, naquele que é o espaço mais luxuoso onde já estive. Tudo lá é incrível, pelas lojas, pelos funcionários, pelo edifício e claro, pelo terraço. A seguir fotos desta pequena maravilha.

O último dia terminou aqui e seguimos para o hotel para descansar. Beijinhoo

PARIS PARTE II

27 março, 2019


E as saudades que já tenho de Paris, enfim, isto passa. O nosso segundo dia foi passado no centro de Paris. A ida ao Louvre era obrigatória, tínhamos bilhetes para andar de barco, Notre Dame também iria receber a nossa visita. Foi o dia que mais gostei e por isso espreitem as fotos.

Gostamos muito de ver o Louvre foi o ponto alto para nós. Um museu absolutamente enorme, fizemos quilômetros, às vezes tínhamos de parar para pensar bem na importância das obras que estávamos a ver. Os Apartamento de Napoleão são incríveis de luxuosos e depois a famosa Monalisa. Fun fact, eu queria mesmo ver a Monalisa e quando percorríamos o corredor encontrei uma placa a dizer "Monalisa com seta no sentido contrário da nossa direção" e disse: já passamos pela Mona. Voltamos para trás e percebemos que tínhamos passado pela porta que dá à sala da Mona. Quase que passou despercebida.


Depois de sair do Louvre foi tempo de andar de barco. Foi uma sugestão que vi num blog e foi a melhor decisão de sempre. Isto porque a empresa que escolhemos funcionava como transporte, depois o barco era fechado, ou seja quente e à prova de vento (Oh quanto vento nós apanhamos), íamos sentados o que valeu um bom descanso às pernas e depois com poucos turistas e super super tranquilo. Vimos Paris por uma nova perspectiva, entrámos no Louvre, passamos pela Torre Eiffel e seguimos para Notre-Dame.

Notre-Dame foi dos locais que mais gostei e era aquele que tinha pensado em apenas picar ponto. Revelou-se num local bonito, a chegada de barco torna-se numa experiência muito gira, nada é mais parisiense que as margens do Sena com banquinhos e afins. Um facto desta nossa visita, quando chegamos vimos imensos turistas e decidimos percorrer a catedral por trás para depois seguirmos para a frente e entrar. Ora enquanto fizemos este percurso nuns 15 minutos e quando regressamos demos conta da praça fechada e cheia de policias de espingarda e carros descaracterizados. Resumindo, perdeu-se uma bela oportunidade de ver Notre-Dame (última foto).


E depois Paris pela noite. Ver o ligar das luzes da Torre Eiffel, ela a brilhar durante 7 minutos e depois acenterem-se as luzes da rua e da Ponte Alexandre III é um episódio digno de parar para apreciar. 

Haverá uma terceira parte :) 

PARIS PARTE I

23 março, 2019


A esta hora já deu para me recompor da viagem a Paris. A minha primeira viagem a uma capital europeia e com o meu namorado. Foi uma viagem de 4 dias incrível, cansativa mas que em tudo valeu a pena. Vou reunir aqui as fotografias que tirei durante estes dias, porque vou querer recordar e nada mais acessível do que vir cá ao blog e ao mesmo tempo vou relatando aquilo episódios desta nossa viagem. Vou no final deixar um post de dicas e preços (foi uma coisa com a qual tive dificuldade em perceber durante as minhas pesquisas prévias: os preços das coisas, a distância das coisas, o que valia ou não de acordo com o orçamento que tínhamos), o que fazer e aquilo que não fizemos. Esperem um relato verdadeiro e realista.

Vamos começar!

Chegadinhos a Paris o primeiro monumento que vimos foi o Arc de Triomfe, imponente e incrível. Percebemos logo que era uma cidade de gigantes. O Arc de Triomfe inicia a famosa avenida Champ-Élyséés, é sim cheia luxo, cheia de bonitos edifícios e recheada das mais incríveis lojas. O caso muda de figura depois da violenta manifestação do coletes amarelos e vou relatar a minha experiência (mais à frente noutro post). Mais do que a Louis Vuitton, adorei ver a  Elie Saab, Gucci e até a própria Zara. O trânsito aqui é caótico, a cada 3 segundos além apita. A Champ-Élysées termina com a Place de la Concorde mas demoram uns 30/40 minutos a percorrê-la. A caminho avistámos a Torre Eiffel e o Grand Palais.








Daqui fomos para o nosso hotel a pé, ainda não sei se foi boa ou má ideia. Ahahaha. Andámos quilómetros mas deu para absorver um pouco da vida parisiense, a correria, o trânsito e o facto de os franceses não respeitarem o sinal verde para peões. Aqui percebemos a entrada nos subúrbios de Paris, o nosso hotel ficava na zona de Voltarie, depois da Place de la Bastille que foi vista neste percurso. Tudo bate certo com o que me tinham dito sobre Paris, tudo vale a pena ver, qualquer corner é bonito, qualquer cruzamento traz um detalhe encantador (e dourado). Depois do check-in no hotel e perceber que até acertámos na escolha, foi tempo de ver a Torre Eiffel ao cair da noite e foi incrível.

Haverá Parte II :)